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Por IVAN CLAUDIO
Colaborou Natália Rangel


C I N E M A

Pobre comédia RICA
Juno, do diretor canadense Jason Reitman e concorrendo ao Oscar na categoria de melhor filme, é uma produção pequena e despretensiosa que vem conquistando os elogios da crítica e do público. Está também rendendo dinheiro: custou apenas US$ 2,5 milhões, mas já levantou, nos EUA, US$ 72 milhões em bilheteria. O seu sucesso se deve, sobretudo, ao carisma da protagonista – que se chama Juno e é interpretada por Ellen Page. Trata-se de uma adolescente bemhumorada e cáustica que engravida aos 16 anos e, ao se dar conta de sua total imaturidade para ser mãe, toma a decisão de entregar o filho à adoção. A boa atuação de Ellen nessa comédia lhe garantiu o convite, já aceito, para participar de Whip it!, primeiro filme de Drew Barrymore.
DIVULGAÇÃO

5 FILMES SOBRE ADOLESCENTES
WANER BROSELEFANTE, DE GUS VAN SANT
Dois alunos protagonizam um massacre numa escola americana, causando 15 mortes

SUPERBAD – É HOJE, DE GREG MOTTOLA
Amigos encrenqueiros são separados e enviados para escolas diferentes

LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS, DE JUDD APATOW
Garota engravida de adolescente que não quer nem imaginar a sua vida como pai

KIDS, DE LARRY CLARK
Aborda o universo de sexo, drogas e Aids entre adolescentes de Nova York

PARANÓIA, DE D.J. CARUSO
Adolescente condenado à prisão domiciliar desconfia de que o seu vizinho é um serial killer

F O T O G R A F I A

A viagem de Boris Kossoy
Um dos maiores pesquisadores da fotografia brasileira, o fotógrafo paulista Boris Kossoy abre a maior retrospectiva de sua obra na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A seleção feita pelo curador Diógenes Moura vai dos anos 60 aos dias de hoje, reunindo cerca de 100 trabalhos. Do início de sua carreira são as imagens em pretoe- branco da série Viagem pelo fantástico. Aparecem ainda fotos sobre o cotidiano e todo um grupo centrado na arquitetura, formação original de Kossoy. As mais recentes resultam das viagens que ele fez a diversos países.

M Ú S I C A

DIVULGAÇÃOObra-prima do rap
Cogitado para ser o autor da trilha do filme O gângster, o rapper americano Jay Z compôs um disco conceitual cheio de citações no melhor estilo da soul music dos anos 70, período em que se passa a história do personagem de Ridley Scott. Pois bem, essa trilha foi desprezada (preferiram-se as músicas da época), mas ganhou edição em CD, chamada American gangster (Universal). Teclados antigos, seções de metais, colagens sonoras e trechos de clássicos de Marvin Gaye e Curtis Mayfield servem de fundo para o canto-falado de Jay Z, que se mostra um incendiário contador de histórias. A cantora Beyoncé e o rapper Kanye West são alguns dos convidados dessa obra-prima do rap.

D V D

PAI E FILHA É LANÇADO NO BRASIL
As relações familiares sempre foram o tema preferido do cineasta japonês Yasujiro Ozu (1903- 1963). Agora, o seu filme Pai e filha (Lume Filmes) ganha edição brasileira. Nessa produção de 1949, a jovem Noriko (Setsuko Hara) abre mão de uma vida independente para viver ao lado do pai viúvo (Chishu Ryu). Em 54 filmes, Ozu contou histórias delicadas e muitas vezes tristes. Demorou a ser descoberto no Ocidente. Com seu estilo simples e contido, que traduz muito rigor e planejamento, a sua obra influenciou, por exemplo, o diretor alemão Wim Wenders.

L I V R O S

O “setorista” da morte
O livro das vidas (Companhia das Letras, 310 págs., R$ 48) reúne obituários publicados pelo The New York Times – que sempre tratou essa seção como “uma cerimônia de adeus diária de bom jornalismo”. A organização do livro é do jornalista Matinas Suzuki. A seleção de ótimos textos traz, entre outras assinaturas, a do mestre dos obituários, Robert McG. Thomas Jr. Ele “sepultou” e homenageou postumamente pessoas famosas, como Jerry Siegel, criador do Super-Homem. Nos textos de Robert McG., mesmo quando se ironiza a vida, não aparece uma vírgula de desrespeito ao morto. É questão de talento. No jargão dos jornalistas, ele foi um excelente “setorista” da morte. É questão de estilo.

A G E N D A

CALABAR-BREVIÁRIO
(Sesc Avenida Paulista, São Paulo, até 2/3) – Pouco montado, o musical centrado na figura do soldado Domingos Fernandes Calabar (Chico Buarque e Ruy Guerra) traz canções como os clássicos Bárbara e Tatuagem

STREET ART
(Museu de Arte Contemporânea, São Paulo, até 17/2 ) – O grafite invade o museu com obras assinadas por 20 artistas do Brasil e da Itália. Destaque para o trabalho da artista brasileira Ya!

MORADIAS TRANSITÓRIAS
(Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasília, até 11/2) – Instalações de nove artistas brasileiros e internacionais sobre a questão da moradia nos dias de hoje
CRISTIANO SÉRGIO

30/1/2008


 
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