A lei define limites à legítima defesa. Trata-se da proporcionalidade entre ataque e defesa. O promotor de Justiça Pedro Baracat Ferreira matou com 11 tiros o motoboy Firmino Barbosa, no sábado 5, num bairro de classe média alta de São Paulo. Alega que o motoqueiro quis roubá- lo. Com o morto, a polícia não encontrou nenhuma arma. Ou seja: foram disparados 11 tiros em resposta a nenhum. A lei dá a promotores o direito de andarem armados, só que a arma de Baracat, uma pistola 9 mm, não poderia ser portada por ele – é de uso exclusivo do Exército. Mais: nos últimos tempos, pelo menos outros dois promotores que apertaram o gatilho não o fizeram para se defender de “risco inerente ao trabalho”:
| Igor Ferreira – assassinou com dois tiros a mulher grávida em 1998. Aguardou julgamento em liberdade. Condenado a 16 anos, está até hoje foragido |
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Thales Ferri Schoedl – matou um rapaz que teria “mexido” com sua namorada, em 2004. Afastado, recebe salário de R$ 10,5 mil e tem licença para andar armado |