A Polícia de São Paulo recuperou na terça-feira 8 os quadros Retrato de Suzanne Bloch (Pablo Picasso) e O Lavrador de Café (Cândido Portinari) furtados do Museu de Arte de São Paulo (Masp) na madrugada de 20 de dezembro. As telas estavam numa casa da zona leste da cidade, cobertas com uma manta, e não foram danificadas. Voltaram ao Masp sob a proteção de helicópteros e 100 policiais, houve festa com champanhe e galeria de autoridades posando para fotos. As investigações apontam que três ladrões fizeram o serviço e que houve um mandante. “É óbvio que eles não agiram por conta própria. O principal agora é saber quem encomendou o furto”, diz o delegado- geral Maurício José Lemos Freire. Avaliadas em R$ 100 milhões, as obras foram furtadas sem dificuldade: os larápios demoraram apenas três minutos no museu. O presidente do Masp, Julio Neves, chegou a receber uma carta exigindo resgate de R$ 10 milhões pelos quadros. Na quarta-feira 9, foram anunciadas mudanças na segurança do Masp, que incluem novas câmeras, sensores e pessoal treinado. O governo paulista já manifestou intenção de participar da direção do museu, que é privado.