
A geneticista Lígya da Veiga Pereira trocou Ipanema, no Rio de Janeiro, por São Paulo. A paixão pela genética falou mais alto nessa decisão. Sua primeira ação na capital paulista foi criar um grupo de pesquisa para estudar modelos animais – ratos modificados geneticamente e induzidos a desenvolver doenças de humanos. O objetivo era entender os mecanismos de algumas doenças genéticas e elaborar novas terapias. A partir desses estudos, a geneticista criou, por exemplo, uma alternativa de tratamento para a síndrome de Marfan, enfermidade que pode levar à morte por ruptura da aorta. A terapia está sendo testada clinicamente. Foi também sob o comando de Lígya que se estabeleceram as primeiras linhagens de células-tronco embrionárias extraídas de camundongos no País, passo importante na pesquisa para avaliar a eficácia desse tipo de célula contra doenças como mal de Parkinson. Por sua atuação nesses trabalhos, ela passou a integrar um grupo da ONU empenhado em banir a idéia de clonagem humana. Também participou da audiência pública no Supremo Tribunal Federal para discutir o uso de células-tronco embrionárias em tratamentos.
