
Nenhum sobrenome, no Brasil, tem tamanha tradição no setor financeiro. E nem mesmo tantas ramificações internacionais. É esse legado que Joseph Safra, o patriarca do clã secular de banqueiros judeus de origem síria, radicado em São Paulo, carrega no comando de uma das instituições mais respeitadas do mercado nacional. Ele demonstra o mesmo apetite pelos negócios há décadas, sem nunca se desviar da condução conservadora dos investimentos, trazida do berço. Sexto maior banco privado brasileiro, o Safra consolidou-se como uma casa voltada para a gestão de fortunas e o relacionamento com médios e grandes empresários e, aos poucos, vai também deixando sua marca na área de investimentos. Recentemente, viveu sua maior transformação, com a compra, por parte de Joseph, das ações que pertenciam a seu irmão, Moyse. Com isso, abriu espaço para a ascensão da nova geração da família, representada por Alberto, filho de Joseph, na instituição – e a incorporação, pelo Safra, do J. Safra, banco de investimentos criado anos antes justamente para acomodar os jovens herdeiros. Incluído na lista dos bilionários da revista Forbes, o discreto banqueiro descarta os holofotes e trabalha em silêncio – como manda a tradição dos Safra.
