
A auto-suficiência na produção de petróleo, um sonho que parecia impossível, virou realidade em abril de 2006 quando a plataforma P-50 entrou em operação e a produção diária da Petrobras atingiu a marca de 1,8 milhão de barris. O responsável direto pelo feito é o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, que soube executar da forma mais adequada os projetos traçados para alcançar esse objetivo. Economista, nascido na Bahia, ele assumiu a presidência da empresa em julho de 2005, quando a produção diária era de 1,67 milhão de barris.
Gabrielli apontou uma das grandes vantagens da conquista: “Vai proteger o País das crises do setor petrolífero internacional.” Gabrielli foi professor de macroeconomia na Faculdade Federal da Bahia e ocupou a diretoria financeira de relações com investidores da Petrobras. No decorrer de 2007, o mesmo mercado premiou a Petrobras com o Troféu Equilibrista, conferido às empresas de maior destaque no País. Outro gol foi o desfecho das negociações sobre o gás com o governo boliviano. Antes do acordo, a empresa teria de pagar 82% de impostos. Pelo novo contrato, metade do faturamento vai para o governo boliviano e a outra metade é usada para pagar os custos de operação da empresa. O que sobra será dividido entre a Petrobras e a estatal boliviana, a YPFB. A participação do governo boliviano, então, diminuiu. Ao que tudo indica, 2008 será marcado por novas comemorações. Com a entrada de quatro novas plataformas de petróleo na bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, a produção saltará para dois milhões de barris diários. Será mais um passo na capacidade do País de resistir às turbulências internacionais.
