
Hélio Costa tem histórias de sucesso para contar. À frente do Ministério das Comunicações, em apenas dois anos e meio, ele conseguiu o que seus cinco antecessores tentaram e fracassaram. Destravou os R$ 10 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) – os recursos foram liberados pelo TCU e só depende do governo federal usá-los –, definiu o padrão de TV digital, ampliou o programa Gesac, de inclusão digital, e, quatro dias antes do Natal, anunciou um acordo com os secretários estaduais de Fazenda dos 26 Estados e do Distrito Federal dando isenção de impostos para a banda larga. A medida garantiu acesso à internet a 142 mil escolas públicas brasileiras. Também foi dele a idéia que ajudou a levar às alturas o ágio da licitação das freqüências 3G da telefonia móvel. Diante da necessidade de universalizar a telefonia celular e evitar que Estados do Norte e do Nordeste ficassem de fora dos mapas das grandes operadoras, Hélio Costa sugeriu que se derrubasse o preço-base e ao mesmo tempo se vinculassem as duas regiões a mercados atrativos como os de São Paulo e do Rio de Janeiro. O resultado foi a arrecadação de R$ 5,2 bilhões para os cofres da União.
