
A carreira de Dunga sempre foi marcada por contestações. Como jogador de futebol, era considerado eficiente para desarmar o adversário, mas nada criativo na hora de ajudar seu time a atacar. Graças ao primeiro item, acabou convocado para a seleção. Uma fase pouco inspirada do time foi apelidada de "era Dunga", até que, em 1994, o atleta se vingou. Como capitão, ajudou a levar o time canarinho a conquistar a Copa. Agora, na condição de técnico da Seleção Brasileira, seu estilo volta a ser contestado. Apesar disso, manteve o Brasil invicto nas Eliminatórias para o próximo torneio mundial. Como nos tempos de jogador, sua maior qualidade como técnico é a firmeza com que conduz o time. Não abre mão do rigor na cobrança aos jogadores, mesmo quando se trata de estrelas de primeira grandeza. "Ronaldinho Gaúcho precisa treinar mais", disse, recentemente. Dunga está longe de ser unanimidade entre os torcedores, mas pelo menos uma coisa já se pode adiantar na Seleção Brasileira que ele dirige: se o futebol não for brilhante, ao menos não se repetirá a pasmaceira que tomou conta do grupo na Copa de 2006.
