
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, foi escolhido para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse fato, porém, não o intimidou e ele foi o responsável pelo maior mal-estar enfrentado pelo governo e pelo PT no campo da política: a denúncia sobre o esquema do Mensalão. Antonio Fernando denunciou a existência de uma quadrilha, com 40 integrantes, formada, segundo ele, para desviar dinheiro público. A aceitação da sua denúncia pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado foi a coroação de seu trabalho. O procurador terminou o ano com uma nova denúncia que, desta vez, atinge em cheio o principal partido de oposição, o PSDB, em Minas Gerais: o Mensalão Mineiro. A denúncia, no entanto, serviu também para abater do governo seu articulador político, o ex-ministro das Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia. Mas essa história não acabou. Antonio Fernando prepara novas denúncias. Dentro do Ministério Público Federal, é sabido que ele está redigindo novas peças em separado, uma delas novamente contra envolvidos com o esquema do Mensalão. O procurador trabalha em silêncio e só fala de suas peças jurídicas no dia que as divulga.
