5 FILMES BASEADOS EM LAWRENCE

MULHERES APAIXONADAS Esse filme de Ken Russell traz Alan Bates e Oliver Reed como dois amigos que se casam com duas irmãs e vivem dificuldades na vida conjugal
O DESPERTAR DE UMA MULHER APAIXONADA Mais uma adaptação de Ken Russell, sobre a iniciação amorosa de uma jovem na Inglaterra vitoriana
KANGAROO – O filme é de Tim Burstall e mostra um casal inglês que vai para a Austrália depois da Primeira Guerra Mundial
FILHOS E AMANTES – Dirigido por Jack Cardiff em 1960, conta a história de um rapaz que abre mão do amor e dos projetos pessoais devido ao autoritarismo do pai
APENAS UMA MULHER – Duas jovens, donas de uma fazenda, têm suas vidas transformadas quando uma delas casa-se com um homem de personalidade forte e dominadora
CINEMA
A nova Lady Chatterley
O clássico romance O amante de Lady Chatterley, do inglês D. H. Lawrence, ganha ótima adaptação para o cinema com a diretora francesa Pascale Ferran (em cartaz a partir da sexta-feira 23). A atriz Marina Hands interpreta a personagem Constance, a dedicada mulher do proprietário de uma mina que ficou paraplégico na Primeira Guerra Mundial. O desconhecido Jean-Louis Coullo’ch faz o papel do guarda-caça (espécie de caseiro) da família, um homem rústico a quem Constance se entrega diante de uma vida sem alegrias e prazeres. Fiel ao livro (tido como obsceno quando foi publicado em 1928), a cineasta mostra o sexo como força vital e enfatiza o ponto de vista da mulher como agente do desejo – tendo a luta de classes como pano de fundo. Grande sucesso na França no ano passado, Lady Chatterley ganhou cinco César (principal prêmio francês de cinema), entre eles os de melhor filme e melhor atriz.
DVD
As receitas do ratinho
A inventividade e a perfeição técnica dos filmes de animação digital americanos têm transformado esses títulos em itens obrigatórios nas coleções das crianças – e, por que não, dos próprios adultos. Ratatouille (Disney/Pixar) está repleto de cenas memoráveis, especialmente aquelas que enquadram ângulos de Paris. Juntamente com a imaginativa história do ratinho gourmet e sua amizade com o atrapalhado “cozinheiro” Linguine, há alguns extras interessantes como a entrevista com o diretor Brad Bird, ganhador do Oscar por outro grande desenho, o engraçadíssimo Os incríveis.
MÚSICA
ANNIE LENNOX, AINDA DIVA
Quatro anos depois do álbum Bare, a cantora escocesa Annie Lennox (diva loira do Eurythmics) volta com mais um trabalho bem-acabado: Songs of mass destruction (Sony BMG). É o seu quarto disco em 15 anos de carreira solo. Ela continua a militar em campanhas de prevenção da Aids e aborda esse tema no afro-gospel Sing – conseguiu o apoio de 23 intérpretes (Madonna, k.d.lang e Joss Stone, entre outras) que integram o coro feminino. Nas demais faixas ela revisita o synth pop do Eurythmics, duo com o qual gravou o clássico dance Sweet dreams (are made of this) e as baladas de forte acento soul que se tornaram a sua marca.
ARTE
Para ver em movimento
Concebida pelo museu madrilenho Reina Sofía, a mostra Os cinéticos (em cartaz até fevereiro no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo) é uma ótima oportunidade de se apreciar uma exposição com obras importantes e pautada por uma visão abrangente da história da arte. Com trabalhos vindos de museus como o MoMA, a Tate Modern, o Beaubourg e o Whitney, a mostra é dedicada à arte cinética. Entre os trabalhos expostos estão telas de Salvador Dalí, filmes de Marcel Duchamp e Lázsló Moholy- Nagy e instalações de Jesús Rafael Soto. Pelo Brasil há trabalhos de Abraham Palatinik, Sergio Camargo e do jovem José Patrício.
LIVROS
Os fantasmas de Fuentes
Vampiros, bruxas e mortosvivos habitam as páginas de Inquieta companhia (Rocco, 272 págs., R$ 38), o mais novo livro do escritor mexicano Carlos Fuentes. Lançada em 2004 juntamente com dois ensaios (Contra Bush e Vendo visões), a obra reúne seis contos feitos no melhor estilo, por exemplo, da literatura fantástica de Edgar Allan Poe. Nada a ver, portanto, com o realismo mágico que marcou a produção latino-americana por décadas. De um modo geral, as histórias começam aparentemente normais, até que o sobrenatural invade a narrativa. O autor está com 79 anos e definiu a sua investida no mundo da morte como um “exorcismo do medo”.
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