C I N E M A
Maratona da mostra
Com a exibição de O passado, o mais recente filme de Hector Babenco (que aparece no cartaz do evento como homem-sandúche), a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo dá a largada na sexta-feira 19 na sua maratona anual de mais de 400 filmes. É a oportunidade de assistir às novas produções que causaram polêmica nos festivais de Berlim, Cannes e Veneza – caso de 4 meses, 3 semanas e 2 dias, do romeno Christian Mungiu, e de Lust, caution, do twainês Ang Lee. É o momento também de conhecer a obra de alguns cineastas contemplados com retrospectivas completas. Dessa vez, os homenageados são o francês Jean-Paul Civeyrac e o chinês Jia Zhang-ke, de quem serão exibidos sete filmes, entre eles Pickpocket, Prazeres desconhecidos e Inútil.
5 DESTAQUES DA MOSTRA
A PROVA DE MORTE, DE QUENTIN TARANTINO
Mulheres sedutoras são atacadas por um dublê a bordo de um carro indestrutível
IMPÉRIO DOS SONHOS, DE DAVID LYNCH
Atriz suspeita que está repetindo na vida a história que interpreta num filme
LUST, CAUTION, DE ANG LEE
Trama de espionagem, amor e sexo passada em Xangai durante a Segunda Guerra
AS TESTEMUNHAS, DE ANDRÉ TECHINÉ
Um grupo de amigos enfrenta o surgimento da Aids na Paris dos anos
80 O HOMEM DE LONDRES, DE BELA TÁRR
Adaptação do romance de George Simenon por esse cultuado cineasta húngaro
M Ú S I C A
A nobreza de Paulinho da Viola
A nobreza do samba chega ao formato chique dos álbuns acústicos com Paulinho da Viola – acústico MTV (SonyBMG). Há cordas, piano e a voz clara e a dicção perfeita de Paulinho da Viola. Tudo é elegância em dez de suas maiores interpretações: Timoneiro, Coração leviano, Sinal fechado e, claro, Nervos de aço. O sambista lança ainda parcerias com Arnaldo Antunes e Marisa Monte (Talismã) e Eduardo Gudin (Ainda mais). O DVD traz mais seis faixas, completando a lista de clássicos.
L I V R O
BRASIL, SUBMARINO E CACHAÇA
Em Alarm! (Editora Globo, 232 pág., R$ 20), o publisher, editor e fundador da RMC Editora de São Paulo, Roberto Muylaert, usa como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial para narrar uma história fantástica. O romance histórico começa com a fictícia emersão de um submarino alemão na cidade de Praia Grande, no litoral paulista, em 1942 – o objetivo é comprar cachaça, sugestão de um marinheiro brasileiro que estava a bordo. Com uma riqueza de detalhes, resultado de apurada pesquisa de época, o romance aborda o governo de Getúlio Vargas, a espionagem nazista no Brasil e as atrocidades cometidas pelo regime de Hitler na Alemanha.
A R T E
Uma “conversa” entre o moderno e o primitivo
O Museu Etnológico de Berlim está entre os maiores do mundo. É de seu acervo que vêm as 130 obras de arte antiga que integram a mostra Trópicos – visões a partir do centro do globo, em cartaz no CCBB de Brasília. Voltada para os países que hoje constituem o Terceiro Mundo, essa exposição aboliu a cronologia. Nela estão também 87 trabalhos de 23 artistas contemporâneos, entre eles o alemão Thomas Struth e a dupla brasileira Dias e Riedwig. Isso promove um “diálogo” entre o presente e o passado e, conseqüentemente, nos faz repensar a oposição entre o moderno e o primitivo, o central e o periférico, categorias usadas para classificar essa produção riquíssima.
D V D
Quatro Godard
Estão desembarcando nas lojas quatro novos DVDs do cineasta francês Jean-Luc Godard: Os carabineiros, Alphaville e Forever Mozart saem com o selo da Europa Filmes. O desprezo é lançado pela Universal – é nele que Godard encontra a fórmula que vai acompanhar toda a sua carreira, a de fazer um filme dentro de outro filme. Essas obras de Godard causaram muito barulho, para o bem e para o mal, em décadas passadas. Hoje são referência cinematográfica em todo o mundo. Forever Mozart, mais recente, segue o estilo de O desprezo, com uma equipe tentando rodar um filme em Sarajevo.
A G E N D A
INCLASSIFICÁVEIS
(São Paulo, Citibank Hall, de 18 a 21/10) – Ney Matogrosso está mais pop com duas canções inéditas de Cazuza e outras de Arnaldo Antunes e Caetano Veloso |
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PIANO SOLO
(São Paulo, Theatro Municipal, dia 15/10; Rio de Janeiro, Sala Cecília Meireles, dia 17/10) – Nelson Freire abre o projeto com um programa que inclui Beethoven, Debussy e Chopin |
MARILYN MONROE – O MITO
(Rio de Janeiro, MAM, até o dia 25/11) – 62 fotos do ensaio que Bert Stern fez com Marilyn um mês antes de sua morte |
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