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Em cartaz
Por IVAN CLAUDIO

C I N E M A

DAVID PRICHARDTropa de elite, da pirataria às telas
Pirateado como jamais ocorreu com qualquer outro filme antes de seu lançamento, chegou finalmente aos cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo, na sexta-feira 5, Tropa de elite, de José Padilha. No enredo, mais que atual e mais que violento, o personagem Nascimento (interpretado por Wagner Moura) é capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e comanda as ações nas favelas do Rio de Janeiro. A abordagem de Padilha, que se inspirou no livro escrito pelo ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel e em depoimentos de outros militares, é implacável: mostra a corrupção e a truculência dos policiais, a carnificina praticada pelos traficantes e ironiza a "preocupação social" da classe média - retratada no filme por uma ONG formada por jovens universitários que auxiliam crianças da comunidade, mas consomem drogas dos traficantes e as revendem aos amigos.

5 FILMES DE WAGNER MOURA
CIDADE BAIXA
Wagner Moura é Naldinho, amigo de Neco (Lázaro Ramos), cuja vida se transforma ao conhecer Karinna (Alice Braga)

Ó PAI, Ó
O ator interpreta Boca, morador de um cortiço em Salvador que fica sem água no Carnaval

SANEAMENTO BÁSICO, O FILME
No papel de Joaquim, Moura reivindica uma fossa para a sua cidade na Serra Gaúcha

CARANDIRU
Como o prisioneiro Zico, dependente de crack, o ator viveu uma de suas melhores interpretações

DEUS É BRASILEIRO
Moura é Taoca, o guia de Deus (Antonio Fagundes) em sua viagem pelo Brasil

M Ú S I C A

FOTOS: DIVULGAÇÃOElza Soares aos 70. É de arrasar
São quatro minutos e 18 segundos de prazer: esse é o tempo que Elza Soares, 70 anos, leva para interpretar Dor de cotovelo (de Caetano Veloso) em seu novo CD, Beba-me (Biscoito Fino). Gravado ao vivo (como o DVD do mesmo nome, o primeiro da cantora), o disco coloca em evidência (nessa música em especial e nas outras 14) a emoção e o calor das variações de voz características de Elza. Já na abertura, ela arrasta o timbre na tristeza de Meu guri (Chico Buarque). Segue em clássicos de Noel Rosa, Billy Blanco e Lupicínio Rodrigues - como Se acaso você chegasse, o primeiro grande sucesso de sua carreira.

A R T E

Beleza portuguesa
Um guerreiro celta de granito (séc. I a.C.) com dois metros de altura e um colar de ouro em forma de ferradura usado pelos primeiros habitantes da península ibérica prometem roubar a atenção dos visitantes da mostra Lusa - a matriz portuguesa, que abre na quintafeira 11 no CCBB do Rio de Janeiro. Com 147 objetos de 38 museus portugueses, a exposição reconstitui as origens daquele país, da pré-história até 1500. Entre peças de pedra, mármore, cerâmica, ouro, azulejos, esculturas e pinturas, há 39 objetos classificados como tesouro nacional de Portugal, que atravessam o Atlântico pela primeira vez.

L I V R O S

Ainda o terrorismo
Primeiro foram o inglês Ian McEwan e o americano John Updike que resolveram abordar o terrorismo em suas obras. Agora outro grande escritor, o nova-iorquino Don Delillo, também centrou no mesmo tema, especificamente no atentado de 11 de setembro ao World Trade Center, a trama de seu Homem em queda (Companhia das Letras, 256 págs., R$ 47). Delillo narra a trajetória do advogado Keith, um sobrevivente dos atentados que resolve procurar a ex-mulher, entregando-se mais tarde ao vício do jogo de pôquer. O homem em queda do título, porém, é outro personagem: um artista performático que simula quedas de prédios protegido por um cinto de segurança.

T E A T R O

O HOMEM EFÊMERO DO THÉÂTRE DU SOLEIL
O Théâtre du Soleil, que se apresenta pela primeira vez no Brasil com o espetáculo Os efêmeros (Sesc Belenzinho, São Paulo, a partir da sexta-feira 12), é uma das maiores companhias de teatro do mundo e foi criado em Paris em 1964 pela diretora Ariane Mnouchkine. Com poucos diálogos (não existe nem texto escrito), a peça é dividida em duas partes - cada uma com 3h15 de duração. O espetáculo fala de perdas e dos pequenos acontecimentos da vida que fazem dos seres humanos os tais "efêmeros". Segundo Ariane, são episódios "sonhados, invocados, evocados, improvisados e colocados em cena" por cada um dos 37 atores.

A G E N D A

RIOCENACONTEMPORÂNEA
(Rio de Janeiro)
Oi Futuro, IAB, CCBB e rede Sesc, até 14/10). Por uma vida um pouco menos ordinária, com Du Moscovis, é um dos destaques da maratona teatral
THE TUDORS
(People + Arts, dia 7/10 às 23h)
A série estrelada por Jonnathan Rhys Meyers reconstitui a estirpe e o reinado dessa família real inglesa
INVESTIGAÇÕES: O TRABALHO DO ARTISTA
(Florianópolis, Itaú Cultural, a partir do dia 8/10)
Cildo Meireles, Carmela Gross e Nuno Ramos são retratados nessa mostra de documentários

Colaboraram: Eliane Lobato e Natália Rangel

10/10/2007


 
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