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Economia & Negócios  
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A um passo para entrar no REAL
Consórcio do Santander tem mais chances de comprar a matriz do banco, o ABN Amro

Colaborou Márcio Kroehn

JEFFERSON COPPOLA
JARAMILLO Oferta de US$ 100 bilhões

Falta pouco para o presidente do Santander no Brasil, Gabriel Jaramillo, tomar as rédeas da operação local do holandês ABN Amro, o Banco Real. O Santander, junto com dois bancos europeus – o Royal Bank of Scotland e o Fortis –, fez a melhor proposta financeira pelo ABN Amro: cerca de US$ 100 bilhões. Seu concorrente na disputa, o inglês Barclays, ofereceu o equivalente a US$ 82,5 bilhões, proposta considerada baixa pelo presidente, Rijkman Groenink. “Não podemos pedir aos acionistas para pagarem aos acionistas a diferença em relação à oferta do consórcio”, afirmou o executivo na quinta-feira 20, em Roterdã. Ele também não recomendou a proposta dos três bancos concorrentes, que pretendem fatiar o ABN Amro – o que jogaria o Banco Real nas mãos do Santander.

O desfecho será conhecido depois de 4 e 5 de outubro. Se levar a melhor, o banco espanhol poderá subir do sétimo para o terceiro lugar no ranking dos maiores bancos por ativos no Brasil, segundo a Austin Rating. Com R$ 278 bilhões, passaria o Unibanco, a Caixa Econômica Federal e o Itaú. Isso pode detonar uma nova onda de fusões e aquisições, liderada pelos dois maiores privados, Bradesco e Itaú. “A compra do Real vai mexer com os concorrentes. Todos serão agressivos para brigar pela primeira posição”, diz Clodoir Vieira, analista- chefe da Corretora Souza Barros. Nesse cenário, o Unibanco voltará a ser cobiçado pelos maiores do ranking, como aconteceu nos últimos anos, sem sucesso. “O dono (o banqueiro Pedro Moreira Salles) não quer vender”, diz um ex-presidente de banco.

O presidente do Santander, Emilio Botín, já cantou vitória na disputa. No sábado 15, em Madri, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede do governo espanhol e disse que “somente um tsunami” poderia mudar o desfecho a seu favor. Estava acompanhado de Gabriel Jaramillo e Miguel Jorge, que, antes de ser ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, foi vice-presidente do Santander.

26/9/2007


 
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