ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA E TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Meio ambiente  
Imprimir
 
E agora ELE quer salvar as árvores
Com novo acordo Bush tenta manobra para livrar os EUA de um racionamento energético

Por LUCIANA SGARBI

RICK WILKING/REUTERS
Bush x ONU

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, surpreendeu ambientalistas de todo o planeta ao enviar 11 cartas para os países do Grupo Oito (formado por EUA, Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia). No documento, o convite para uma conferência sobre mudança climática, a ser realizada em 27 e 28 de setembro, em Washington. A proposta é que, durante a reunião, os países trabalhem para chegar a um acordo sobre a redução a longo prazo das emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, antes de ter sua proposta aprovada, Bush terá de convencer os convidados sobre suas boas intenções. Cientistas e biólogos já dizem que a proposta do presidente americano é uma manobra para desviar as atenções do mundo sobre o Protocolo de Kyoto, um acordo que, se firmado, poderá desbancar a liderança econômica dos EUA no mundo. 10anos é o tempo calculado por Bush para que os EUA parem de poluir a atmosfera.

Quando em 1997 a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs um tratado internacional, pensou em compromissos rígidos para salvar o planeta do caos climático, intensificado com o aquecimento global. Assim nasceu o Protocolo de Kyoto, a legítima “pedra no sapato” dos americanos. Para os Estados Unidos, parar de poluir significa racionamento de energia, o que afetaria seriamente sua economia. Segundo a Agência dos Estados Unidos para o Meio Ambiente, 86% da energia gerada por eles é baseada na queima de carvão, o que libera toneladas de gases no ar.

Sabendo que comprometeria mais de 50% da renda do país, Bush recusou-se a assinar o protocolo. Isso prejudicou seriamente o sucesso do tratado porque os americanos são responsáveis por 25% das emissões de poluentes. As críticas ao governo Bush começaram a vir dos próprios funcionários de Estado do país. “O presidente está conspirando com as empresas petroleiras e automobilísticas. Não conseguimos impor nenhuma lei ambiental sem que ele atrapalhe”, disse Jerry Brown, secretário de Justiça da Califórnia. Para tapar o sol com a peneira, Bush decidiu propor um novo acordo defendendo a tese de que somente o uso de biocombustíveis amenizaria o problema (leia quadro). A proposta logicamente gerou polêmica. “Com isso ele só quer diminuir a pressão sobre os EUA. Não adianta só deixar de usar gasolina. É preciso parar de poluir em todos os setores”, disse Daniel Mittler, do Greenpeace. Descrente das boas intenções de Bush, Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, mandou um recado para o presidente dos EUA: “A prova do pudim está em comê-lo”.

15/8/2007


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions