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Comportamento  
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O coração de Athina é verde-amarelo
Além de trazer evento internacional de hipismo com seu nome para o Brasil, a herdeira de Onassis torce pelo Corinthians e é fã de churrasco

Luciana Franca e Jonas Furtado

O empate de 2 a 2 do Corinthians com o Atlético Paranaense na quarta-feira 1º de agosto frustrou uma ilustre torcedora. Há dez jogos sem vencer, o Timão não tem dado alegrias a Athina Onassis, que torce pelo time mais popular de São Paulo por influência da família do marido, Doda Miranda. “Ela já perguntou ao Doda por que são corintianos se o Corinthians não ganha de ninguém”, conta Ricardo Miranda, pai do cavaleiro. Se ainda questiona seu coração alvinegro, a neta do armador grego Aristóteles Onassis não tem dúvidas quanto a outras paixões tipicamente brasileiras, cultivadas no período em que viveu em São Paulo – onde tem um apartamento luxuoso.

Adora devorar uma picanha e acompanha as novelas brasileiras, mesmo na Bélgica, onde vive atualmente, via o canal Globo Internacional. Da carne suculenta, ela só consegue matar a saudade quando vem a São Paulo. Sua primeira parada logo que desembarca é a churrascaria Fogo de Chão, onde se senta sempre numa mesa mais reservada, ao fundo do salão. Chamam atenção a simplicidade e a fluência no português da bilionária.

CLEIDE TREVISÃO/AG. ISTOÉ
SONHO Doda na Hípica Paulista em torneio que trouxe ao País

Outra mania incorporada das brasileiras é ter as unhas feitas, costume que as européias dispensam. Sempre que vai ao salão M.G. Hair para repicar e clarear os cabelos, como fez há um mês e meio, entrega suas mãos aos cuidados de manicures profissionais. Sua educação européia – nasceu na França e foi educada na Bélgica – aparece quando esnoba as revistas de moda e de celebridades. Opta sempre pela leitura de um livro, que traz na bolsa. Se não fosse pelos muitos seguranças postados na rua e na porta, as clientes do badalado cabeleireiro Marco Antônio de Biaggi mal notariam a presença da herdeira grega, que facilmente se mistura entre elas. Nada de sala vip e portas fechadas. A amazona é atendida no meio do salão e costuma aceitar o cafezinho ou chá servido por lá. O que realmente impressiona é a educação e a doçura com que ela trata todos os funcionários. O mesmo trato ela dispensa aos garçons do restaurante Ecco, onde costuma aparecer para jantar sem fazer reserva. Salada e ravióli com tomates frescos são seus pratos preferidos. A bebida é o brasileiríssimo suco de abacaxi.

Viver no Brasil novamente não está nos planos do casal. Doda diz que, por enquanto, eles continuarão a morar na Europa, onde acontecem os principais torneios de hipismo. Filhos também devem esperar. “Ela é supernova e tem que aproveitar a juventude”, conta o cavaleiro, de comum acordo com Athina. Ela acha que o marido deve primeiro criar Viviane, filha do primeiro casamento dele e que mora com eles, para depois pensarem nos próprios herdeiros. A prioridade são os campeonatos em que participam e agora também realizam. Entre quinta-feira 2 e domingo 5, o primeiro Athina Onassis International Horse Show reuniu 70 cavaleiros de expressão mundial na Sociedade Hípica Paulista. Com nível cinco estrelas, o concurso de saltos é uma das oito etapas do Global Champions Tour, o mais importante do hipismo. “Athina emprestou seu nome para dar credibilidade aos patrocinadores. Ela sabia que era o meu sonho fazer um evento dessa magnitude no Brasil”, afirmou Doda. Tímida, ela nem se comprometeu a entregar os prêmios. Assistiu às provas de um camarote. A realização do campeonato em São Paulo está garantida para os próximos três anos. Em 2008, a prova aumenta ainda mais seu status. Passa a encerrar o circuito e terá uma competição exclusiva para os 25 melhores cavaleiros do mundo com premiação de um milhão de euros. Um jeito Athina de fincar o sobrenome Onassis em terras brasileiras.

8/8/2007


 
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