ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA E TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Meio ambiente  
Imprimir
 
Anzol predador
Pescador mata raro exemplar de peixe, tido como extinto há milênios

LUCIANA SGARBI

DOR Sozinho, esse peixe sobreviveu tão bem que era tido como extinto. Em contato com O homem, morreu em 17 horas

Não é história de pescador. O indonésio Yustinus Lahama e seu filho Sabato levaram um susto quando o anzol com o qual pescavam foi violentamente puxado no mar de Sulawesi do Norte, nas ilhas africanas de Zanzibar. Peixe grande é o que lá não falta, mas o puxão que veio das águas superou todos os outros com que Yustinus já está acostumado. O que viria do mar? O que viria se debatendo com isca e gancho na boca? Impossível imaginar, mas veio um peixe primitivo que os cientistas imaginavam extinto há 80 milhões de anos.

Trata-se de um raríssimo exemplar de celacanto (Coelacanth), peixe que até agora só tínhamos visto em livros de história natural. “Estranhei a força descomunal com que o animal puxou a linha. Naquele momento percebi que não era um peixe comum”, disse Yustinus Lahama. Com seus 51 quilos e 1,31 m de comprimento, o celacanto lutou o quanto pôde, levando pai e filho a unir forças para fisgá-lo. Esse peixe marinho apresenta lóbulos carnosos cobertos por escamas, na base de suas nadadeiras, e cauda arredondada. Chamado há muito tempo de fóssil-vivo pelos especialistas, pensava- se que ele tivesse desaparecido completamente na mesma época em que os dinossauros foram engolfados e sucumbiram. A natureza não se cansa, no entanto, de proporcionar surpresas ao homem. Agora sabemos que pelo menos um celacanto pré-histórico restava vivo no mar de Sulawesi. A família Lahama fez, para a humanidade, o desfavor de matá-lo. Talvez agora a sua espécie esteja de fato extinta. Assim que o fruto da pescaria chegou às mãos do biólogo indonésio Grevo Gerung, professor da Universidade de Sam Ratulangi, foi montada uma piscina de água salgada na esperança de que o celacanto recobrasse forças. Inútil UTI, ele morreu 17 horas depois. “Fora do seu habitat esse peixe só consegue viver por duas horas”, diz Gerung. “Esse celacanto foi um herói em resistir por tanto tempo”.

 

25/7/2007


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions