ALMA
GÊMEA
Réplicas
de Porsche garantem à paulista Chamonix
ganhos de US$ 1,4 milhão ao ano
Danielle
Aloe
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Nos
anos 70, a família Masteguin, da cidade de Jarinu, no interior
de São Paulo, fez fama no mercado automobilístico
ao produzir o primeiro veículo esportivo do Brasil. O Puma,
versão um tanto discutível daquilo que pretendia ser
uma versão brasileira do Porsche, vendeu, em dez anos, 22
mil unidades. Sumiu em meados dos anos 80. Mas os Masteguin não
se deram por vencidos e voltaram à garagem, desta vez para
fazer Porsches. De verdade. Preço do carro: R$ 35 mil. Assim
nasceu a empresa Chamonix, premiada internacionalmente por produzir
as réplicas mais fiéis da grife criada por Ferdinand
Porsche. O modelo Spyder 550 chegou a ganhar prêmios na Alemanha.
As máquinas são montadas de forma artesanal e abastecem
principalmente o mercado externo. Nosso mercado é 90%
Estados Unidos, Europa, Japão e Oriente, onde já existe
uma tradição muito grande nos esportivos, afirma
Newton Masteguin, diretor-superintendente da Chamonix. No Brasil
a empresa também vem criando uma tradição e
promove seus produtos com eventos anuais, como o Encontro de Automóveis
Clássicos Esportivos.
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Masteguin,
diretor: 90% dos clientes são da Europa e dos EUA |
Os
carros da Chamonix são feitos sob encomenda. A companhia
produz dois veículos por semana, o que garante vendas de
cerca de US$ 1,4 milhão anuais. Os pedidos são
tantos que a fábrica de 7 mil metros quadrados está
sendo ampliada, conta Masteguin. Com mais espaço, o
empresário pretende surpreender o mercado. Desta vez, com
o lançamento do Lobini, um esportivo de dois lugares. A novidade
está prevista para outubro deste ano. Este não
será uma cópia de nada. É uma produção
própria, diz Masteguin.
Você
deve estar se perguntando como uma reprodução de um
Porsche pode custar R$ 35 mil. A resposta é simples. Quase
todos os equipamentos usados na montagem das máquinas são
nacionais. Grande parte dos componentes mecânicos são
da Volkswagen e o resto é produzido pelos 400 fornecedores
locais, desde os bancos de couro até os motores. A única
coisa que é importada é o emblema do capô. O
potente modelo Speedster leva apenas peças nacionais. O motor
1.6 e a injeção eletrônica, por exemplo, são
fornecidos pela Volks. Apesar disso, Masteguin garante que o carro
tem potência suficiente. Chega perto dos 200 km/h,
afirma. Para melhorar, o Speedster é bastante econômico.
Se você não tem US$ 200 mil para comprar o original,
vá a Jarinu.
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