Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Multimídia
 Bate-papo
 Especiais
 Testes
 Glossário
 Astrologia
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 Edições anteriores
 Assinaturas
 Expediente
 Publicidade
 Fale conosco
Assine a Newsletter
 

NEGÓCIOS

Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2002
ALMA GÊMEA
Réplicas de Porsche garantem à paulista Chamonix
ganhos de US$ 1,4 milhão ao ano

Clique aqui para comentar esta reportagem

Danielle Aloe

  Zeca Caldeira

Nos anos 70, a família Masteguin, da cidade de Jarinu, no interior de São Paulo, fez fama no mercado automobilístico ao produzir o primeiro veículo esportivo do Brasil. O Puma, versão um tanto discutível daquilo que pretendia ser uma versão brasileira do Porsche, vendeu, em dez anos, 22 mil unidades. Sumiu em meados dos anos 80. Mas os Masteguin não se deram por vencidos e voltaram à garagem, desta vez para fazer Porsches. De verdade. Preço do carro: R$ 35 mil. Assim nasceu a empresa Chamonix, premiada internacionalmente por produzir as réplicas mais fiéis da grife criada por Ferdinand Porsche. O modelo Spyder 550 chegou a ganhar prêmios na Alemanha. As máquinas são montadas de forma artesanal e abastecem principalmente o mercado externo. “Nosso mercado é 90% Estados Unidos, Europa, Japão e Oriente, onde já existe uma tradição muito grande nos esportivos”, afirma Newton Masteguin, diretor-superintendente da Chamonix. No Brasil a empresa também vem criando uma tradição e promove seus produtos com eventos anuais, como o Encontro de Automóveis Clássicos Esportivos.

  Zeca Caldeira
  Masteguin, diretor: 90% dos clientes são da Europa e dos EUA

Os carros da Chamonix são feitos sob encomenda. A companhia produz dois veículos por semana, o que garante vendas de cerca de US$ 1,4 milhão anuais. “Os pedidos são tantos que a fábrica de 7 mil metros quadrados está sendo ampliada”, conta Masteguin. Com mais espaço, o empresário pretende surpreender o mercado. Desta vez, com o lançamento do Lobini, um esportivo de dois lugares. A novidade está prevista para outubro deste ano. “Este não será uma cópia de nada. É uma produção própria”, diz Masteguin.

Você deve estar se perguntando como uma reprodução de um Porsche pode custar R$ 35 mil. A resposta é simples. Quase todos os equipamentos usados na montagem das máquinas são nacionais. Grande parte dos componentes mecânicos são da Volkswagen e o resto é produzido pelos 400 fornecedores locais, desde os bancos de couro até os motores. A única coisa que é importada é o emblema do capô. O potente modelo Speedster leva apenas peças nacionais. O motor 1.6 e a injeção eletrônica, por exemplo, são fornecidos pela Volks. Apesar disso, Masteguin garante que o carro tem potência suficiente. “Chega perto dos 200 km/h”, afirma. Para melhorar, o Speedster é bastante econômico. Se você não tem US$ 200 mil para comprar o original, vá a Jarinu.


FÓRUM 1
Após ajudar Roseana Sarney a chegar ao segundo lugar das pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o publicitário Nizan Guanaes anunciou que vai trabalhar agora com o candidato José Serra. O marketing político vai eleger o presidente do Brasil?
ENQUETE 1
O combate à violência depende de quê?
 

• Investimentos públicos em segurança

  • Mudança na legislação
  • Investimentos em áreas estruturais (educação, saúde, etc)
 

• Mais postos de trabalho

  • Reforma da polícia
Vote aqui
FÓRUM 2
O racionamento vai acabar em março e o governo diz que haverá energia suficiente para o País retomar suas metas de crescimento. Você acha que os empresários vão apostar alto nessa promessa? Por quê?

 

© Copyright 1996/2002 Editora Três