MAX
GONÇALVES
| "O
CONSUMIDOR ESTÁ ÓRFÃO" |
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Presidente
da Fenasoft anuncia mudanças no maior
evento de tecnologia do País e critica as multinacionais
que só se importam com o mercado corporativo
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Darcio
Oliveira
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Maximiano
Augusto Gonçalves Filho, o Max da Fenasoft, está numa
fase de mudanças. A feira nacional de softwares, que ele
criou há 20 anos e que se transformou em uma das maiores
referências do setor de tecnologia no Brasil, passa por transformações
importantes este ano. A começar pela data. Não acontecerá
mais em julho como foi nos últimos seis anos, mas em abril.
O objetivo é não rivalizar com a Comdex, outra importante
feira do setor. O Anhembi, em São Paulo, também deixa
de ser o palco do megaevento. A partir de agora a Fenasoft se transfere
para o Expo Center Norte. É maior e menos burocrático,
explica. Tem mais: a Fenasoft não será mais um evento
de rótulos. Esqueça a feira do varejo,
a feira das pontocom, a feira corporativa. O empresário promete
reunir todas as tribos, movimentando-as em diferentes pavilhões
do Expo Norte. Será um evento geograficamente dirigido,
explica. Há ainda em curso um processo de internacionalização
da Feira. Em maio, Gonçalves estréia no mercado europeu.
Um acordo com a Exponor, ligada à Confederação
Nacional do Comércio de Portugal, levará a exposição
à cidade do Porto. Também fui procurado pelos
chineses para criar a Fenasoft Oriente, conta ele.
Gonçalves
mudou tudo. Só manteve intacto o discurso polêmico.
Na entrevista que concedeu a DINHEIRO, em seu escritório
na cidade de Florianópolis, o empresário falou do
futuro do setor, da popularização dos computadores
e também aproveitou para cutucar as multinacionais. Segundo
ele, as grandes empresas estão muito preocupadas com o mercado
corporativo e esquecendo o consumidor. Por causa de distorções
como esta é que o Brasil ficou na rabeira da tecnologia.
As farpas, o empresário garante, nada têm a ver com
a ausência dos gigantes do setor nas últimas edições
de sua feira. Acompanhe a seguir outras idéias do senhor
Fenasoft.
DINHEIRO
Nas últimas edições da Fenasoft houve
críticas do mercado em relação à mudança
de postura do evento. A impressão é de que ela se
transformou num varejão, uma espécie de UD tecnológica.
O que o sr. pretende explorar nesta edição de 2002?
Max Gonçalves Bendito País que tem um
varejo de tecnologia. Quando o Brasil criou o varejo de televisão,
criou um País que hoje tem o maior número de aparelhos
de televisão funcionando no mundo. Pelo tamanho da Fenasoft
e pela quantidade de visitantes nós temos uma visitação
que nunca é inferior a 470, 500 mil pessoas, com piques extraordinários
de 1 milhão me parece fácil e simplista rotulá-la
jocosamente de feira do varejo. O que nós fizemos foi criar
o acesso e é isso que falta à tecnologia. Democratizamos
o processo. Agora, é um erro achar que a Fenasoft se preocupa
apenas com um segmento. Neste ano, por conta da mudança do
Anhembi para o Expo Norte, nós vamos aproveitar todos os
pavilhões e criar espaços geograficamente determinados.
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