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03/03/2004

Política

Bem bolada a capa de ISTOÉ 1794 com o título “Aprendendo a ser governo”. Quem não deve ter gostado foram os devotos de São Sebastião, pois as flechas perfuraram um corpo bem rijo em relação à forma atual do ministro José Dirceu, a não ser que ele tenha entrado em fase de enrijecimento depois do tempo na praia de Porto de Galinhas.
Severino Melo
Caruaru – PE


O PT tem um tremendo abacaxi na mão. Para não cair ainda mais
em descrédito, retirou a laranja podre do cesto, mas ainda pode contaminar as outras, se não usar do mesmo antídoto declamado
quando era oposição.
Antonio Auggusto João
São Paulo – SP


Até quando teremos que pagar pela ineficiência dos políticos e pela corrupção da maioria deles? Pelo menos agora o governo vai tornar isso público e com a reforma política (financiamento público das campanhas) não teremos mais corrupção neste país. Será que somos tão ingênuos para acreditar nisso?
Sérgio do Prado
Taubaté – SP


Ao ver esse governo que aí está jogar por terra toda a esperança que venceu o medo, só rezando mesmo. Foram tantas as bravatas eleitoreiras que, vendo o desemprego crescente, nenhuma mudança na política econômica, a ética sendo jogada no esgoto, turismo e discursos ilusionistas, só nos resta chorar. Afinal, temos mais três anos para aguentar. Que Deus nos ajude.
Pedro Martinez
Campinas – SP

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Em vez de afastar o ministro José Dirceu e não tentar impedir a CPI, o governo tomou a suprema decisão: fez uma medida provisória fechando os bingos. Já pensou se acontecer agora uma suspeita de propinas envolvendo donos de planos de saúde? Ele manda fechar os planos de saúde e hospitais conveniados?
Francisco J. D. Santana
Salvador – BA

Sobre a matéria “Demissão abre crise na Cultura” (ISTOÉ 1794) desejo fazer os seguintes esclarecimentos. Em primeiro lugar, não há “crise” nem tampouco “racha” no Ministério da Cultura. O que houve foi um ato administrativo de correção de rumos que terminou com a exoneração, por parte do ministro Gilberto Gil, do ex-secretário Roberto Pinho. Esclareço também que não existia dentro do MinC “uma coesa turma de amigos baianos”. No meu caso, por exemplo, jamais trabalhei na administração do ex-prefeito de Salvador Mário Kertz, quando Gilberto Gil foi secretário da Cultura. Conheci Gilberto Gil em 1997 quando começamos a trabalhar juntos na construção do projeto Onda Azul.
Juca Ferreira
Secretário executivo do Ministério da Cultura
Brasília – DF


É só falar em CPI que sai todo mundo correndo pelo Congresso, como
se houvesse uma bomba deixada por terroristas prestes a explodir. O governo, por estar com rabo preso, não quer saber de CPI para apurar o escândalo que envolve Waldomiro Diniz e o PT e, para evitá-la, ameaça os tucanos com uma outra CPI ampla, geral e irrestrita, por saber que a oposição também tem rabo preso. Então, à população fica evidenciado que tem muita corrupção, falcatrua e escândalos por baixo dos panos, que nunca serão apurados pois servem de instrumento de intimidação nesse mar de lama em que se transformou o cenário político brasileiro.
Habib Saguiah Neto
Marataízes – ES


Ouvidas as defesas e as declarações que têm sido feitas por membros do Partido dos Trabalhadores, chego a imaginar que em sua totalidade, como dos partidos de apoio, ninguém quer que seja feita uma investigação mais efetiva em torno da situação criada por Waldomiro Diniz, amigo do poderoso ministro da Casa Civil. A impressão que nos tem passado é que o PT já tem um discurso pronto e orquestrado para enfrentar os apelos dos partidos de oposição ao governo Lula por uma CPI do caso. A imprensa tem de estar atenta e imparcial, pois a sociedade brasileira considera intolerável qualquer processo de corrupção, seja de esquerda ou de direita. Podemos até esperar que esse tipo de coisa aconteça. Agora, vindo de um militante do Partido dos Trabalhadores, que por mais de duas décadas pregou a ética e a honestidade partidária, é uma tremenda contradição, é inadmissível. O sr. José Dirceu, político por quem tenho grande admiração pela sua história política, já deveria ter entregue seu cargo ao presidente logo nas primeiras horas da divulgação do ocorrido, até porque sua pessoa e o cargo que ocupa podem inviabilizar as investigações.
Turíbio Liberatto
S. Caetano do Sul – SP


Cada vez mais fica evidente que a preocupação do governo é se manter no poder. Ao ler a reportagem “Plano de ataque” (ISTOÉ 1793), sente-se o gosto das manobras eleitorais tão criticadas em outros tempos por este mesmo grupo político, que se utilizará da máquina pública para angariar o maior número possível de prefeituras nas próximas eleições. Mesmo negando, as ações estão se tornando cada vez mais incoerentes com o passado de lutas sociais, proporcionando uma sensação aos brasileiros de que discursos são isentos da prática. São válidas todas as ações promíscuas desde que se consiga a manutenção de favores e cargos políticos. Esta vulnerabilidade ideológica deveria colocar em questão o real papel da conduta partidária no Brasil, pois o que se tem observado é apenas uma troca de pessoas, mas não uma mudança de valores que visam ao desenvolvimento social brasileiro.
Orlando de Macedo Júnior
Curitiba – PR

Fundef

Foi com grande alegria que recebemos a edição 1793 desta revista. Após longos dias de investigação e 21 horas exaustivas de leitura do processo e votação, conseguimos cassar o prefeito Édson de Souza Vilela com dez votos contra três. Mas, com rapidez, ele conseguiu liminar e voltou ao poder na manhã do dia 18. Os dez vereadores, mesmo sabendo de toda a tramóia, se sentiram impotentes e desanimados, até que a reportagem “Tramóia federal” veio criar um ânimo novo em todos nós. Esperamos que, como em outras vezes, a revista ISTOÉ tenha a oportunidade de despertar o interesse das autoridades competentes para falcatruas que se alastram por este país, levando para o ralo o dinheiro público.
Dorinha (Vereadora do PT)
Câmara de Carmo do Cajuru – MG


Gostaria de parabenizar a revista ISTOÉ pela matéria abordando documentos que apontam para uma fraude milionária com verbas do Fundef, envolvendo mais de 200 prefeituras de todo o País. Ressalto
que, já em junho de 2000, fui autor do requerimento solicitando à Assembléia Legislativa de Minas Gerais a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI – para apurar as denúncias de má utilização e desvios de verbas daquele fundo, em nosso Estado,
conforme detectado por auditoria realizada, naquela época, pelo
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep, órgão vinculado ao Ministério de Educação. Após a conclusão dos trabalhos,
os nomes daqueles municípios nos quais a CPI conseguiu detectar possíveis irregularidades foram enviados para o Ministério Público
para as devidas providências. É sempre bom lembrar que o trabalho
da imprensa tem sido imprescindível no sentido de esclarecer fatos
que envolvem corrupção e malversação do dinheiro público, o que,
com certeza, vem contribuindo para que os políticos comprometidos
com os interesses da população possam realizar um trabalho sério e transparente em prol da sociedade.
Deputado estadual José Milton (PSDB)
Vice-líder do Bloco Parlamentar Social Progressista
Belo Horizonte – MG


Sou cidadã de Carmo do Cajuru, cidade mencionada pela reportagem, envolvida com o superfaturamento da prefeitura municipal ligada ao
Iteal. Estou indignada com tamanha impunidade. O prefeito Édson
de Souza Vilela conseguiu uma liminar na segunda-feira, dia 16 de fevereiro, e retomou sua administração do município cajuruense.
Quantos governantes mais continuarão envolvidos em escândalos e permanecerão em seus cargos? Como a reportagem mostrou, inclusive com documentos, o sistema de corrupção estende-se em nível nacional e pouco é feito para acabar com esse estado de coisas. Que futuro terá o País se o dinheiro destinado à educação é desviado dos cofres públicos e, ainda, as manifestações da população são ignoradas? Infelizmente milhares de cidadãos são prejudicados e, quando reagem, a impunidade, na maioria das vezes, prevalece.
Michele Amaral
Carmo do Cajuru – MG

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