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Política
Bem bolada a capa de ISTOÉ 1794 com o título “Aprendendo
a ser governo”. Quem não deve ter gostado foram os
devotos de São Sebastião, pois as flechas perfuraram
um corpo bem rijo em relação à forma atual
do ministro José Dirceu, a não ser que ele tenha entrado
em fase de enrijecimento depois do tempo na praia de Porto de Galinhas.
Severino Melo
Caruaru – PE
O PT tem um tremendo abacaxi na mão. Para não cair
ainda mais
em descrédito, retirou a laranja podre do cesto, mas ainda
pode contaminar as outras, se não usar do mesmo antídoto
declamado
quando era oposição.
Antonio Auggusto João
São Paulo – SP
Até quando teremos que pagar pela ineficiência dos
políticos e pela corrupção da maioria deles?
Pelo menos agora o governo vai tornar isso público e com
a reforma política (financiamento público das campanhas)
não teremos mais corrupção neste país.
Será que somos tão ingênuos para acreditar nisso?
Sérgio do Prado
Taubaté – SP
Ao ver esse governo que aí está jogar por terra toda
a esperança que venceu o medo, só rezando mesmo. Foram
tantas as bravatas eleitoreiras que, vendo o desemprego crescente,
nenhuma mudança na política econômica, a ética
sendo jogada no esgoto, turismo e discursos ilusionistas, só
nos resta chorar. Afinal, temos mais três anos para aguentar.
Que Deus nos ajude.
Pedro Martinez
Campinas – SP
l
Em vez de afastar o ministro José Dirceu e não tentar
impedir a CPI, o governo tomou a suprema decisão: fez uma
medida provisória fechando os bingos. Já pensou se
acontecer agora uma suspeita de propinas envolvendo donos de planos
de saúde? Ele manda fechar os planos de saúde e hospitais
conveniados?
Francisco J. D. Santana
Salvador – BA
Sobre a matéria “Demissão abre crise na Cultura”
(ISTOÉ 1794) desejo fazer os seguintes esclarecimentos. Em
primeiro lugar, não há “crise” nem tampouco
“racha” no Ministério da Cultura. O que houve
foi um ato administrativo de correção de rumos que
terminou com a exoneração, por parte do ministro Gilberto
Gil, do ex-secretário Roberto Pinho. Esclareço também
que não existia dentro do MinC “uma coesa turma de
amigos baianos”. No meu caso, por exemplo, jamais trabalhei
na administração do ex-prefeito de Salvador Mário
Kertz, quando Gilberto Gil foi secretário da Cultura. Conheci
Gilberto Gil em 1997 quando começamos a trabalhar juntos
na construção do projeto Onda Azul.
Juca Ferreira
Secretário executivo do Ministério da Cultura
Brasília – DF
É só falar em CPI que sai todo mundo correndo pelo
Congresso, como
se houvesse uma bomba deixada por terroristas prestes a explodir.
O governo, por estar com rabo preso, não quer saber de CPI
para apurar o escândalo que envolve Waldomiro Diniz e o PT
e, para evitá-la, ameaça os tucanos com uma outra
CPI ampla, geral e irrestrita, por saber que a oposição
também tem rabo preso. Então, à população
fica evidenciado que tem muita corrupção, falcatrua
e escândalos por baixo dos panos, que nunca serão apurados
pois servem de instrumento de intimidação nesse mar
de lama em que se transformou o cenário político brasileiro.
Habib Saguiah Neto
Marataízes – ES
Ouvidas as defesas e as declarações que têm
sido feitas por membros do Partido dos Trabalhadores, chego a imaginar
que em sua totalidade, como dos partidos de apoio, ninguém
quer que seja feita uma investigação mais efetiva
em torno da situação criada por Waldomiro Diniz, amigo
do poderoso ministro da Casa Civil. A impressão que nos tem
passado é que o PT já tem um discurso pronto e orquestrado
para enfrentar os apelos dos partidos de oposição
ao governo Lula por uma CPI do caso. A imprensa tem de estar atenta
e imparcial, pois a sociedade brasileira considera intolerável
qualquer processo de corrupção, seja de esquerda ou
de direita. Podemos até esperar que esse tipo de coisa aconteça.
Agora, vindo de um militante do Partido dos Trabalhadores, que por
mais de duas décadas pregou a ética e a honestidade
partidária, é uma tremenda contradição,
é inadmissível. O sr. José Dirceu, político
por quem tenho grande admiração pela sua história
política, já deveria ter entregue seu cargo ao presidente
logo nas primeiras horas da divulgação do ocorrido,
até porque sua pessoa e o cargo que ocupa podem inviabilizar
as investigações.
Turíbio Liberatto
S. Caetano do Sul – SP
Cada vez mais fica evidente que a preocupação do governo
é se manter no poder. Ao ler a reportagem “Plano de
ataque” (ISTOÉ 1793), sente-se o gosto das manobras
eleitorais tão criticadas em outros tempos por este mesmo
grupo político, que se utilizará da máquina
pública para angariar o maior número possível
de prefeituras nas próximas eleições. Mesmo
negando, as ações estão se tornando cada vez
mais incoerentes com o passado de lutas sociais, proporcionando
uma sensação aos brasileiros de que discursos são
isentos da prática. São válidas todas as ações
promíscuas desde que se consiga a manutenção
de favores e cargos políticos. Esta vulnerabilidade ideológica
deveria colocar em questão o real papel da conduta partidária
no Brasil, pois o que se tem observado é apenas uma troca
de pessoas, mas não uma mudança de valores que visam
ao desenvolvimento social brasileiro.
Orlando de Macedo Júnior
Curitiba – PR
Fundef
Foi com grande alegria que recebemos a edição 1793
desta revista. Após longos dias de investigação
e 21 horas exaustivas de leitura do processo e votação,
conseguimos cassar o prefeito Édson de Souza Vilela com dez
votos contra três. Mas, com rapidez, ele conseguiu liminar
e voltou ao poder na manhã do dia 18. Os dez vereadores,
mesmo sabendo de toda a tramóia, se sentiram impotentes e
desanimados, até que a reportagem “Tramóia federal”
veio criar um ânimo novo em todos nós. Esperamos que,
como em outras vezes, a revista ISTOÉ tenha a oportunidade
de despertar o interesse das autoridades competentes para falcatruas
que se alastram por este país, levando para o ralo o dinheiro
público.
Dorinha (Vereadora do PT)
Câmara de Carmo do Cajuru – MG
Gostaria de parabenizar a revista ISTOÉ pela matéria
abordando documentos que apontam para uma fraude milionária
com verbas do Fundef, envolvendo mais de 200 prefeituras de todo
o País. Ressalto
que, já em junho de 2000, fui autor do requerimento solicitando
à Assembléia Legislativa de Minas Gerais a constituição
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI
– para apurar as denúncias de má utilização
e desvios de verbas daquele fundo, em nosso Estado,
conforme detectado por auditoria realizada, naquela época,
pelo
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep,
órgão vinculado ao Ministério de Educação.
Após a conclusão dos trabalhos,
os nomes daqueles municípios nos quais a CPI conseguiu detectar
possíveis irregularidades foram enviados para o Ministério
Público
para as devidas providências. É sempre bom lembrar
que o trabalho
da imprensa tem sido imprescindível no sentido de esclarecer
fatos
que envolvem corrupção e malversação
do dinheiro público, o que,
com certeza, vem contribuindo para que os políticos comprometidos
com os interesses da população possam realizar um
trabalho sério e transparente em prol da sociedade.
Deputado estadual José Milton (PSDB)
Vice-líder do Bloco Parlamentar Social Progressista
Belo Horizonte – MG
Sou cidadã de Carmo do Cajuru, cidade mencionada pela reportagem,
envolvida com o superfaturamento da prefeitura municipal ligada
ao
Iteal. Estou indignada com tamanha impunidade. O prefeito Édson
de Souza Vilela conseguiu uma liminar na segunda-feira, dia 16 de
fevereiro, e retomou sua administração do município
cajuruense.
Quantos governantes mais continuarão envolvidos em escândalos
e permanecerão em seus cargos? Como a reportagem mostrou,
inclusive com documentos, o sistema de corrupção estende-se
em nível nacional e pouco é feito para acabar com
esse estado de coisas. Que futuro terá o País se o
dinheiro destinado à educação é desviado
dos cofres públicos e, ainda, as manifestações
da população são ignoradas? Infelizmente milhares
de cidadãos são prejudicados e, quando reagem, a impunidade,
na maioria das vezes, prevalece.
Michele Amaral
Carmo do Cajuru – MG
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