Nº 1583 - 02/02/2000
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Mina de ouro
Os partidos resolveram empurrar a aprovação do Orçamento à espera de que o Senado aprove uma emenda constitucional que mudará o pagamento dos precatórios federais. Em vez de dinheiro, os débitos judiciais vencidos passarão a ser quitados em títulos públicos parcelados em dez anos. Com a modificação, já aprovada pela Câmara, vai sobrar uma bolada adicional de R$ 3 bilhões a serem rateados entre as emendas parlamentares. A unidade dos grandes partidos acaba aí. De olho nessa montanha de dinheiro, o PFL resolveu dar uma rasteira no PMDB e apressar a aprovação dos relatórios parciais com o propósito de concentrar a distribuição desses recursos apenas nas mãos do relator-geral, deputado Carlos Melles (PFL-MG). Na última quarta-feira, bastou o deputado José Priante (PMDB-PA) dar uma saidinha da comissão para que seu relatório sobre a Infra-Estrutura fosse lido a sua revelia. Os peemedebistas reagiram e resolveram que o parecer de Priante só será votado depois da promulgação da emenda constitucional. Apostam que assim vão conseguir aumentar em mais de R$ 1 bilhão a fatia do Orçamento a ser gasta nos Transportes pelo peemedebista Eliseu Padilha.

Contradança fluminense
O advogado Sérgio Sveiter deixou a Secretaria de Justiça do Rio para concorrer pelo PMDB à Prefeitura de Niterói e tentar impedir a reeleição de Jorge Roberto Silveira, correligionário de Garotinho. O governador, por sinal, ainda não declarou quem vai apoiar em Niterói. A justificativa é de que Jorge Roberto anda flertando com Itamar Franco, provável adversário de Garotinho na sucessão presidencial. No PDT, a leitura é outra. Caso não vingue a candidatura, o plano B de Garotinho é se reeleger no Rio. Nesse caso, Jorge Roberto é um adversário.

Aposta errada
Meses antes de ISTOÉ publicar reportagens sobre a bandidagem capixaba, o deputado-bicheiro José Gratz disse à presidente do TCE, Mariazinha Lucas: “A batata quente do procurador Ronaldo Albo está assando em Brasília.” Em vez de ser transferido como queria Gratz, Albo tornou-se procurador-chefe. Mariazinha pediu explicações. “O prestígio do Élcio Álvares anda em baixa em Brasília”, justificou Gratz.

LEOPOLDO SILVA

Acometido por uma crise de labiritinte no plenário da Câmara, José Dirceu teve de ser atendido pelo serviço médico. Diagnóstico médico: excesso de trabalho. Deve ser por ter de apartar as intermináveis briguinhas com Leonel Brizola e as correntes do próprio PT

Envie esta página para um amigoRápidas

  • No gabinete de Tasso Jereissati dá para ver que a dobradinha com Ciro é para valer. Ao lado de fotos do pai e de FHC, há uma de Tasso e Ciro de mãos dadas.
  • Integrantes do alto tucanato estão convencidos de que há um movimento no PFL para tentar derrubar o presidente do BNDES, Andrea Calabi.
  • O deputado Paulo Delgado estava mal informado: seu colega Eduardo Jorge sempre apoiou Aloizio Mercadante para líder do PT na Câmara.

Revolta baiana
A bancada de ACM está mobilizando os parlamentares do Norte e do Nordeste para mudar os critérios fixados pelo Ministério da Saúde para o rateio por Estados das verbas do SUS. “O Serra quer sempre puxar a sardinha para São Paulo, mas desta vez não vamos deixar”, esbraveja o deputado carlista José Carlos Aleluia. Curioso nessa história é que a participação baiana na divisão de recursos do SUS caiu menos do que a paulista, disparada a maior do País.

“Essa conversa de que é um complô contra o Estado é igualzinha à do Acre”
Do deputado Fernando Ferro (PT-ES) sobre as reações no Espírito santo contra a CPI do Narcotráfico

Por Andrei Meireles

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