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Mina
de ouro
Os partidos resolveram empurrar a aprovação
do Orçamento à espera de que o Senado aprove
uma emenda constitucional que mudará o pagamento dos
precatórios federais. Em vez de dinheiro, os débitos
judiciais vencidos passarão a ser quitados em títulos
públicos parcelados em dez anos. Com a modificação,
já aprovada pela Câmara, vai sobrar uma bolada
adicional de R$ 3 bilhões a serem rateados entre as
emendas parlamentares. A unidade dos grandes partidos acaba
aí. De olho nessa montanha de dinheiro, o PFL resolveu
dar uma rasteira no PMDB e apressar a aprovação
dos relatórios parciais com o propósito de concentrar
a distribuição desses recursos apenas nas mãos
do relator-geral, deputado Carlos Melles (PFL-MG). Na última
quarta-feira, bastou o deputado José Priante (PMDB-PA)
dar uma saidinha da comissão para que seu relatório
sobre a Infra-Estrutura fosse lido a sua revelia. Os peemedebistas
reagiram e resolveram que o parecer de Priante só será
votado depois da promulgação da emenda constitucional.
Apostam que assim vão conseguir aumentar em mais de
R$ 1 bilhão a fatia do Orçamento a ser gasta
nos Transportes pelo peemedebista Eliseu Padilha.
Contradança
fluminense
O advogado Sérgio Sveiter deixou a Secretaria
de Justiça do Rio para concorrer pelo PMDB à
Prefeitura de Niterói e tentar impedir a reeleição
de Jorge Roberto Silveira, correligionário de Garotinho.
O governador, por sinal, ainda não declarou quem vai
apoiar em Niterói. A justificativa é de que
Jorge Roberto anda flertando com Itamar Franco, provável
adversário de Garotinho na sucessão presidencial.
No PDT, a leitura é outra. Caso não vingue a
candidatura, o plano B de Garotinho é se reeleger no
Rio. Nesse caso, Jorge Roberto é um adversário.
Aposta
errada
Meses antes de ISTOÉ publicar reportagens sobre
a bandidagem capixaba, o deputado-bicheiro José Gratz disse
à presidente do TCE, Mariazinha Lucas: “A batata quente do
procurador Ronaldo Albo está assando em Brasília.” Em vez
de ser transferido como queria Gratz, Albo tornou-se procurador-chefe.
Mariazinha pediu explicações. “O prestígio do Élcio Álvares
anda em baixa em Brasília”, justificou Gratz.
| LEOPOLDO
SILVA |
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Acometido por uma crise de labiritinte no plenário
da Câmara, José Dirceu teve de ser atendido pelo serviço médico.
Diagnóstico médico: excesso de trabalho. Deve ser por ter
de apartar as intermináveis briguinhas com Leonel Brizola
e as correntes do próprio PT
Rápidas
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No gabinete de Tasso Jereissati dá para
ver que a dobradinha com Ciro é para valer. Ao lado
de fotos do pai e de FHC, há uma de Tasso e Ciro
de mãos dadas.
- Integrantes do alto tucanato estão convencidos de que
há um movimento no PFL para tentar derrubar o presidente
do BNDES, Andrea Calabi.
- O deputado Paulo Delgado estava mal informado: seu colega
Eduardo Jorge sempre apoiou Aloizio Mercadante para líder
do PT na Câmara.
Revolta
baiana
A bancada de ACM está mobilizando os parlamentares
do Norte e do Nordeste para mudar os critérios fixados
pelo Ministério da Saúde para o rateio por Estados
das verbas do SUS. O Serra quer sempre puxar a sardinha
para São Paulo, mas desta vez não vamos deixar,
esbraveja o deputado carlista José Carlos Aleluia.
Curioso nessa história é que a participação
baiana na divisão de recursos do SUS caiu menos do
que a paulista, disparada a maior do País.
Essa
conversa de que é um complô contra o Estado é
igualzinha à do Acre
Do deputado Fernando Ferro (PT-ES) sobre as reações
no Espírito santo contra a CPI do Narcotráfico
Por Andrei Meireles
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